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Segunda, 25 Março 2013 21:27

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PERFIL DO MUNICÍPIO DE IPORÁ


- Este apêndice, de extraordinário valor informativo, a respeito de variados aspectos sócio-econômicos, políticos, culturais e admi¬nistrativos do Município de Iporá, foi elaborado pela CAIXA ECONÔMICA FEDERAL local, em parceria com o seu Escritório de Negóci¬os - em Goiânia - e a Prefeitura Municipal.

Como colaborador, responsável pelas informações da parte histórica, achei por bem incluir nesta obra - com a devida autorização do gerente geral da CAIXA ECONÔMICA DE IPORÁ, Jales Mendonça, e da Prefeitura Municipal - este precioso suplemento de caráter multinformativo, visto que muito contribuirá para a complementação de informações que não puderam ser incluídas no conteúdo de alguns capítulos, por razões óbvias de espaço.
- Deixo de público, portanto, meus sinceros agradecimentos a todos os colaboradores deste importante trabalho e tenho certeza que a comunidade docente e estudantil, em particular, e os iporaen¬ses em geral, serão ainda mais gratos pelos benefícios pedagógi¬cos que ele proporcionará.

- Prof. Moizeis Alexandre Gomis.


CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

DADOS GERAIS

Município: Iporá
Estado: Goiás
Macro Região: Centro-Oeste
Micro-Região: Iporá
Altitude: 584 metros
Emancipação Política: 19/11/1948
Área Original até 1961: 2.490 km2
População 1996: 31.283 hab.
População 1998 (estimativa IBGE): 32.144 hab.
Eleitores: 21.277
Área Territorial: 1.030 km2
Vias de Acesso: GO-060, GO-174, GO-221 e GO-320
Distância de Goiânia Capital do Estado: 216 km
Distância de Brasília Capital Federal:400 Km
Município: Rico em granito, que é exportado para Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo
Comércio: Forte e um moderado distrito industrial
Atrações Turísticas: Lago Pôr do Sol, Morro do Macaco, Cachoeirinha, Cachoeira do Sr. Abel, Cachoeira do Mochiba
Vegetação: Típicas do cerrado
Fauna: Animais Silvestres
Principais eventos: Maio - Folia dos Reis e Festa de Maio (tradicional), Junho - Festas Juninas, Junho - Exposição Agropecuária, Dezembro - Festas Natalinas.


HISTÓRICO

- Iporá teve sua origem, oficialmente, na fundação do arraial de Pilões, na margem direita do Rio Claro, em 1748. Nessa ocasião, não passava de uma guarnição militar dos dragões (polícia real por¬tuguesa), que sediava a empresa de exploração de diamantes, lo¬cada pelos irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant, empresári¬os pau listas que já mineravam em Goiás desde 1735, nas lavras de ouro. Começou com a construção de uma bela igreja em estilo colo¬nial, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bom Fim, do Quartel da Guarda Real e de alguns casarões, além de um monte de ranchos de garimpeiros.
- Depois desse primeiro momento das explorações dos diaman¬tes, Pilões passou a ser um entreposto comercial entre Vila Boa de Goiás e Cuiabá. Já no Império, por Decreto provincial de 05 de julho de 1833, foi elevado a Distrito de Vila Boa, com nome de Rio Claro, e a igreja teve o nome mudado para Paróquia de N. S. do Rosário (e continua até hoje em Iporá). O povoado permaneceu como Rio Cla¬ro até ser transferido para as margens do córrego Tamanduá, pelo Decreto-lei 557, de 30 de março de 1938, com o novo nome de Itaju¬bá, oficializado pelo Decreto-lei 1.233, de 31 de outubro do mesmo ano, e posteriormente rebatizado por Iporá ("Águas Claras", em língua tupi-guarani), pelo Decreto-lei 8.305, de 31 de dezembro de 1943.
- Impulsionado pela agricultura e a pecuária, Iporá desenvolveu rapidamente. Dez anos após a mudança, o povoado foi elevado de Distrito de "Goiás Velho" a Município, pelo Decreto-lei estadual de nº 249, de 19 de novembro de 1948, sendo a Prefeitura instalada em 01 de janeiro de 1949, quando, então, tomou posse, como Prefeito nomeado, o Ten. Luiz Alves de Carvalho, e que administrou a cidade até o dia 16 de março do mesmo ano, data em que foi empossado o primeiro Prefeito eleito, Israel de Amorim e ainda os sete Vereadores da primeira legislatura municipal, Antônio Mendes da Silva, Elpídio de Souza Santos, Daniel Tomás de Aquino, Itamar da Silva Meio, Antônio José da Costa, Joaquim Lopes Pedra (todos do PR), e Es¬merindo Pereira (UDN).
- Desde então, Iporá continua com sua vida de cidade eman¬cipada, sempre progredindo, a cada dia se firmando como pólo econômico, sociocultural e político do oeste goiano. Pela Lei Es¬tadual de nº 700, de 14 de novembro de 1952, foi elevado a Co¬marca, passando a ter o seu próprio Foro. Desde 1949, Iporá teve quinze Prefeitos, incluindo um nomeado, onze eleitos, três substitutos, num total de doze mandatos já concluídos, além do atual, na seguinte ordem cronológica: Israel de Amorim, 1949 a 1953. Antônio Mendes da Silva, 1953 a 1957, Manoel Antônio da Silva 1957 a 1961, Aristom Gomes da Silva, 1961 a 1966, João Paulo Rodrigues, 31 de janeiro de 1966 a 24 de fevereiro de 1968, Joaquim Barros de Souza, de 24 de Fevereiro de 1968 a 31 de janeiro de 1970, Pedro Gonçalves Filho, de 1970 a 1973 (manda¬to tampão), Édio Barbosa de Queiroz, 1973 a 1977, Pedro Gonçalves Filho de 31 de janeiro de 1977 a 10 de julho de 1980, Ézio Gomes, de 10 de Julho de 1980 à 18 de maio de 1982, Manoel Gonçalves Miranda, de 18 de maio de 1982 a 31 de janeiro de 1983, José Antônio da Silva Sobrinho, 1983 a 1989, Sebastião Pereira Coutinho, 1989 a 1993, Mac Mahoen Távora Diniz, 1993 a 1997. E, finalmente, o mandato em vigência, de Sebastião Pe¬reira Coutinho, pela segunda vez, que iniciou em 01 de janeiro de1997 e terminará em 01 de janeiro de 2001.

- Fonte: Pesquisa do Prof. e Historiador Moizeis Alexandre


ASPECTOS FÍSICOS E AMBIENTAIS

LOCALIZAÇÃO

- O município de Iporá está situado na meso região denomina¬da Centro-Oeste Goiano e na micro-região de Iporá, no Estado de Goiás, está localizado a 16Q 28' Latitude Sul e 31°06' Longitude Oeste, banhado pelos rios Claro e Caiapó, os ribeirões Santa Marta e Santo Antônio e vários córregos, com destaque para o Córrego Taman¬duá, que corta a área urbana ao meio.
- Administrativamente não conta com nenhum distrito, entretanto abriga os povoados de Jacinópolis, Cruzeirinho, Jacuba, Cocolân¬dia, Cedro e Bugre, além de diversas comunidades rurais. O perí¬metro urbano ocupa 14,09 km2, representando 1,37% da área total do município, que é de 1.045 km2. Dista 216 km da capital do Esta¬do, Goiânia, ligada pela GO-060, toda asfaltada, e está a 400 km da capital federal, Brasília.
- O município de Iporá faz divisas com os seguintes municípios:
- Ao Norte: Diorama, Jaupaci e Israelândia;
- Ao Sul: Amorinópolis e Ivolândia;
- A Leste: Moiporá e Ivolândia;
- A Oeste: Arenópolis.


RELEVO, HIDROGRAFIA E VEGETAÇÃO.

- A área do Município de Iporá é de 1.045 km2 com 450 m de altitude média acima do nível do mar. O ponto mais alto é de 780 m. Predomina no município um relevo plano, representando 60% da extensão total, 35% é ondulado e 5% montanhoso: Serra do Caiapó, dos Pilões, do Rio Claro e o Morro do Macaco (reserva de níquel), que em.1997, através de um Decreto-lei municipal, tornou-se reser¬va ecológica.
 - As margens do Rio Claro e do Rio Caiapó estão em parte des¬matadas e seus leitos assoreados pelo garimpo que hoje não é mais praticado, e na sua maior extensão permanecem conservadas as matas ciliares.
- O Ribeirão Santo Antônio, onde é feita a captação para o abastecimento da cidade, encontra-se em situação crítica, as¬soreado, desmatado a ponto de comprometer o manancial. Exis¬te projeto de reflorestamento para o qual é pretendido buscar par¬cerias com diversas instituições e envolvimento da comunidade para a recuperação de aproximadamente 23 km de extensão.,br> - O Ribeirão Santa Marta sofre também com problemas de as¬soreamento e desmatamento causado pela implantação de pasta¬gens.
- Vale ressaltar a presença de inúmeras minas d'água estima¬da em 80% das propriedades rurais.
- O Cerrado é a vegetação predominante, com a variação para o campo de pastagens. As plantas mais comuns são: pequizeiro, baru, aroeira, peroba, jatobá, cedro, sucupira, vinhático, bacuri, ba¬baçu, murici, caju, etc.


PROTEÇÃO AMBIENTAL

- São consideradas áreas de proteção ambiental, o Morro do Macaco e Cachoeirinha.
- O Morro do Macaco, vítima de desmatamento e constantes Queimadas, foi alvo da atenção de um grupo de estudantes que, à vista da degradação daquela área, organizou uma equipe, que aos poucos foi cooptando novas adesões de cidadãos, empresários, políticos e estudantes, delimitou uma área de aproxima¬damente 1000 hectares e a adotou para proteção contra os ata¬ques dos exploradores locais, levantou um movimento em defesa do Morro, conscientizando a população e, principalmente, os fazendeiros vizinhos, trazendo a filosofia do, hoje, Amigos do Verde, ONG registrada, despertando o interesse pela preserva¬ção da natureza sobrepondo outros de valores questionáveis face ao custo da destruição possivelmente irrecuperável.
- A Cachoeirinha, próxima do perímetro urbano, no Ribeirão Santo Antônio, muito assediada e vulnerável, também estimulou a sensibilidade de pessoas amantes da natureza, imbuídas de refazer a cobertura vegetal de suas margens para impedir o pro¬gresso do processo de assoreamento, reduzir os níveis de polui¬ção urbana, a freqüência das queimadas e a condução de um movimento de conscientização da população e moradores das regiões vizinhas.
- Os principais fatores de degradação ambiental são a erosão, o desmatamento e a ocupação de encostas, mananciais e áreas ribeirinhas por pastagens.
- O órgão responsável pelo controle ambiental em Iporá é o IBAMA, cuja atuação está voltada para a fiscalização e controle, contando para tanto com 6 funcionários e 2 viaturas. Mantém con¬vênio com o Grupamento da Polícia Florestal, com um efetivo de 8 policiais, 1 viatura, 1 canoa motorizada exercendo a fiscaliza¬ção e buscando o cumprimento do previsto no Código do Meio Ambiente.
- Nota-se que há um controle eficaz do desmatamento através de ações que visam garantir a preservação das matas. Nenhum proprietário rural promove a derrubada da vegetação sem um proje¬to elaborado e avaliado pelos engenheiros agrônomos credencia¬ dos pelo IBAMA, atestando a reserva mínima de 20% de mata e área de preservação obrigatória dos mananciais, aprovado pelo mesmo órgão ou pela FEMAGO. Os cartórios de registro de imóveis não efetivam a transferência da propriedade sem o documento do órgão do Meio Ambiente.

CRONOLOGIA

1722: Bartolomeu Bueno da Silva - o Anhanguera (filho) - sai de São Paulo, com sua bandeira para reencontrar as minas de ouro de Goiás, descobertas por seu pai, o Anhanguera (pai), por volta de 1682, as quais presenciou aos 12 anos de idade.

1725: Depois de perambular pelos sertões goianos e de ter acam¬pado nas cabeceiras do Rio Caiapó (na época batizado de Pilões) J por volta de 1724, o Anhanguera chega às minas procuradas, no Rio Vermelho.

1728: O Capitão-general D. Rodrigues César de Menezes, governa¬dor da Capitania de São Paulo, determinou a abertura de uma estrada tropeira, ligando Santo Ana - futura Vila Boa - a Cuiabá. Essa trilha passou pelo rio Claro, quando se descobriu que a região era diamantina. O rio foi batizado de Claro e construí-se aí uma pousada, no vau.

1733: O Anhanguera se dirige de Santa Ana, para o rio Claro, a fim de reconhecer a região e pesquisar os rios diamantinos ¬é violentamente rechaçado pelos índios Caiapó.

1746: Fundação do Arraial de Pilões, pelos Brant, na pousada do rio Claro, que nessa época era chamado de Arraial do Senhor Jesus do Bom Fim, devido ser esse e nome da igreja constru¬ída no local, no mesmo ano. (Saint Hilaire – Viagem a Província de Goiás, p. 8 nota 24).

1748: Os irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant - minerado¬res paulistas que exploravam diamantes em Minas Gerais e ouro em Goiás desde 1736 – assinam o contrato de ex¬ploração de diamantes no Rio Claro oficializando a funda¬ção de Pilões. Gomes Freire de Andrade - Capitão-Gene¬ral da Capitania de São Paulo veio a Pilões (no final deste ano) assinar o contrato dos diamantes com os Brant e de¬marcar as áreas de "serviços". O governador desmembrou Goiás de S. Paulo, no ano seguinte.

1750: O levantamento do Distrito Diamantino do Rio Claro foi concluído e demarcada sua área, e seu mapa publicado ¬em Portugal. Foi reforçada a vigilância do Distrito Diamantino o Rio Claro, pelos dragões, aquartelados em Pilões ¬10 militares e 40 voluntários.

1751: O governador da Capitania de Goiás, Conde dos Arcos, visitou Pilões para demarcar novas frentes de serviços para os Brant. Os Brant abandonam as explorações do Rio Claro, em novembro. Pilões passa por longo tempo de estagna¬ção econômica e perde a prerrogativa de Paróquia. (Pala¬cin, 1976)

1771: O rei de Portugal decreta a proibição da exploração de diamantes no rio Claro por garimpeiros e empresas parti¬culares - só o governo podia explorar as jazidas diamantinas.

1801: O governador da Capitania de Goiás - João Manoel de Me¬nezes - por determinação do governo português, liberou c Distrito Diamantino do Rio Claro para a exploração popular e determinou que os diamantes fossem comprados pelo Estado e guardados num cofre fechado por três chaves (Pa¬lacin. Goiás, 1722 a 1882). Pilões sofre novo impulso a par¬tir de então.

1804: A igreja do Senhor Jesus do Bonfim (também popularmen¬te chamada de Igreja do Bom Fim) passa por grande refor¬ma. (Brandão, 1980).

1808: A família real vem para o Brasil. O regente D. João cria c Correio Real, ligando o Rio de Janeiro às outras capitais das Capitanias. Pilões é beneficiado com a passagem dos tropeiros do Correio - "os estafetas".

1822: Com a Independência, as Capitanias passaram a ser Províncias e seus governadores chamados de Presiden¬te, título este que perdurou durante todo o Império e, na Re¬pública, até 1930. A região de Pilões passa a ser ocupada por grandes latifundiários - principalmente de Minas Gerais.

1833: O arraial de Pilões foi elevado a Distrito da capital, Vila Boa, com o nome de Rio Claro, e a igreja já re-construída - an¬tes do Senhor Jesus do Bonfim - passou a ser Paróquia da Freguesia de N. S. do Rosário do Rio Claro.

1838: A partir desse ano começou o povoamento da região de Torres do Rio Bonito (Caiapônia) pelas famílias Vilela, Farias, Andrade e Leite.

1889: Proclamação da República. A partir de então as terras devolu¬tas do Distrito do Rio Claro são apropriadas pelas oligar¬quias dos coronéis. Por essa ocasião, chegam para a re¬gião dos rios Claro e Caiapó os Coronéis José e Joaquim Paes de Toledo e Capitão Odorico Caetano Teles, além das famílias Peres, Leonel, Rocha e outras.

1903: Belém do Pará e o Rio de Janeiro sofrem um surto de febre amarela. Rio Claro também sofre epidemia de febre ama¬rela e de malária - começa a decadência do povoado.

1920: José Paes de Toledo "morre de repente" na capital, cidade de Goiás. Por não ter filho, seu irmão Joaquim Paes de Toledo herda suas terras.

1924: A igreja de Rio Claro passa pela última reforma. O povoado já estava decadente e era conhecido mais por Comércio Velho. A tradicional festa religiosa da padroeira local, em 03 de outubro, ainda era bastante concorrida.

1925: Em 5 de julho, a Coluna Prestes, acampada em Caiapônia, celebra Missa do 1 Q aniversário da revolta militar. Passa por Rio Claro (Comércio Velho) e segue para o norte e nor¬deste do país, após escaramuças com a família Badaró no Rio Pilões.

1926: Israel de Amorim chega a Comércio Velho, vindo de Concei¬ção do Araguaia e vai para o garimpo do Monchão Quei¬mado, onde se encontra com a Coluna Prestes - Já de volta, em direção à Bolívia - quando então conversa com Carlos Prestes e é obrigado a entregar-Ihe sua tropa de qua¬renta burros.

1930: Revolução de 30. Cai o domínio das oligarquias dos coronéis. Dr. Pedro Ludovico Teixeira assume o governo de Goiás, como interventor, nomeado por Getulio Vargas.

1933: Osório Raimundo de Lima (Mestre Osório) muda-se de Mon¬tividiu para Rio Claro (Comércio Velho) e passa a ser escri¬vão do Registro Civil daquele Distrito.

1936: Fundação de Itajubá, por iniciativa de Odorico Caetano Teles, Joaquim Paes de Toledo (Quinca Paes) e seu filho Elpédio Paes. Houve a atuação direta de Mestre Osório, que foi encarregado dos procedimentos burocráticos, da trans¬ferência do Distrito de Rio Claro (Comércio Velho) para o novo local e com o nome de Itajubá. A mudança, porém, não foi oficializada por Decreto-lei. Praticamente, duas ou três famílias construíram seus ranchos no local indicado.

1937: Israel de Amorim casa com alga de Souza Santos, no Regis¬tro do Araguaia (Araguaiana). Houve uma semana de fes¬tas, com participação da Banda da capital.

1938: A mudança do Distrito de Rio Claro, para Itajubá, é legalmente oficializada pelo Decreto-lei 557, de 30 de março, com a atuação direta de Israel de Amorim, que assumiu a coorde¬nação do processo de mudança do Distrito, após ter se reu¬nido com Joaquim Paes de Toledo e seu filho Elpídio Paes. Joaquim Paes de Toledo morre, é sepultado em Paraúna¬-GO

1940: Israel de Amorim muda definitivamente para Itajubá, com sua família. Nessa época o lugarejo tinha cerca de vinte residências - a maioria era de ranchos de folhas de pal¬meiras, apenas três eram cobertas de telhas. Fundação da Igreja Cristã Evangélica, em Iporá, pelo Reverendo Archibalde Machintaire, missionário escocês, pastor desta deno¬minação religiosa na cidade de Goiás, iniciada na residên¬cia de Olga de Souza Amorim, que era evangélica.

1943: Itajubá tem o nome mudado para Iporá - palavra tupi-guarani: que significa "águas claras" ou "rio claro". Meus pais muda¬ram-se para Iporá (zona rural). Começa a funcionar o Gru¬po Escolar - hoje Escola Estadual Israel de Amorim. Elias de Araújo Rocha muda-se de Cachoeira de Goiás para Ipo¬rá e abre a loja Casa Vitória e depois o Bar Vitória.

1945: Elias de Araújo Rocha funda a União Democrática Nacional (UDN) em Iporá, para se opor a Israel de Amorim, do Partido Republicano (PR) e depois do Partido Social Democrático (PSD).

1947: Fundação da Escola Reunida Dom Bosco - hoje Escola Estadual Dom Bosco - pelo frei José Béssemam, Pe. José Maria Ciocci e Elias de Araújo Rocha. Início da construção da hidrelétrica do rio Santo Antônio (Usina de Cachoeirinha), planejada anteriormente.

1948: Iporá é emancipado em 19 de novembro, 200 anos após a fundação de Pilões, e 10 anos depois “da fundação oficial de Itajubá”.

1949: A Prefeitura é instalada em 1º de janeiro, quando, nesta data, foi empossado o Tenente Luiz Alves de Carvalho, como pre¬feito nomeado de Iporá Eleição para prefeito e vereadores, em 03 de abril. Eleição extemporânea, realizada em todos os novos municípios criados em 1948. Em 16 de abril, pos¬se do primeiro prefeito eleito de Iporá, Israel de Amorim ¬que concorreu com Elias de Araújo Rocha - e dos primei¬ros vereadores (7) da Câmara Municipal.

1951: Em 6 de janeiro, explode em Iporá, a revolta armada entre os partidários de Elias de Araújo Rocha e os de Israel de Amo¬rim, onde envolveram cerca 500 homens de cada lado, e que durou uma semana.

No capítulo 23 do livro onde fala dos PREFEITOS TRABALHANDO, que trás uma síntese das administrações de cada prefeito, pode-se obter a cronologia de cada mandato e suas principais realizações. E, quanto a outras datas e informações relevantes, a leitura do livro fornecerá.

 

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Conteúdo extraído do livro;
Uma Viagem no Tempo de Pilões a Iporá
- Autor: Prof. e Pr. Moizeis Alexandre Gomis


FICHA TÉCNICA DO AUTOR

O professor e historiador Moizeis Alexandre Gomis nasceu na Fazenda Cachoeira Bonita, Município de Iporá - Goiás - em 1950. Concluiu o Curso Primário no Grupo Escolar Israel de Amorim, o Ginásio e o Magistério no Colégio Estadual de Iporá (atualmente Eli¬as de Araújo Rocha). Graduou-se em Teologia pelo Seminário Evan¬gélico Betânia e Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus - em Cel. Fabriciano, MG, e Campinas, SP, respectivamente, e em História (Licenciatura Plena) pela Faculdade de Educação Ciências e Letras de Iporá, da Universidade Estadual de Goiás e pós-graduou em Docência Universitária, pela Universidade Católica de Goiás, em convênio com a Faculdade de Filosofia Cora Coralina. Há mais de vinte anos exerce o ofício do magistério, estuda e pesquisa a História de Goiás e, em particular, do oeste goiano e de Iporá. Atualmente é professor de História, Antropologia, Sociologia, Filosofia e Teoria Econômica, no Colégio Exato (particular) e Elias de Araújo Rocha (público) e na Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Iporá - UEG/UUI.

prmoises(o autor)
Moizeis Alexandre Gomis
Ministro Evangélico Pastor da Assembléia de Deus em Iporá-GO. Na congregação da Vila Brasília - Teólogo, Historiador, Pesquisador, e Prof. na Universidade Estadual de Goiás – UNU de Iporá, de 1997-2007, na Rede Estadual de Educação – na, Escola Estadual Evangélica Betel e na FATAD - Núcleo de Extensão de Iporá e escritor. Tel. (64) 3674-3272. Iporá, 28 de setembro de 2007.

 

Fonte: Adipora.com.br

Ler 761 vezes Última modificação em Segunda, 25 Março 2013 22:00

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